Enviada: Qua Mai 27, 2026 12:40 am Assunto: Nem sempre puta sofre, chora, mas, goza!
Fui uma garota de programa. Prostituta, rameira, puta, vadia, quenga, mulher da vida e outros sin?nimos desairosos. No come?o, tive bons e maus clientes. Para suportar, dizia para mim mesma que puta sofre, mas...goza! E assim foi at? obter a almejada solidez financeira e deixar essa vida.
No conto anterior, contei como num equ?voco, conheci F?bio. Ambos vi?vos, eu abrindo uma filial da cl?nica de est?tica e ele dono de uma imobili?ria. E como nos apaixonamos.
Uma hist?ria de amor como tantas que acontece todos os dias. Por?m, no nosso caso, cheio de complicadores que me instigava a desistir. A reforma do im?vel que aluguei em Cambori? terminou. No t?rreo, a cl?nica foi mobiliada conforme padr?o da empresa franqueadora. No andar superior, adquiri os m?veis para reiniciar uma nova vida longe de Curitiba deixando o passado.
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Meu apartamento deixei com o filho mais velho que cursa medicina e para a filha, com quem deixei tamb?m a ger?ncia da cl?nica. Estive ocupada selecionando funcion?rias, profissionais de est?tica e recepcionistas que passaram por treinamento na matriz.
F?bio veio todos os dias ver o progresso, muitas vezes acompanhado da Juliana, sua filha. A menina cada vez mais apegada em mim, me chamando de tia Laura. Na d?vida em como viver esse relacionamento cheio de culpa, sem saber como agir. Os coment?rios dos leitores ajudaram bastante, o que agrade?o de cora??o.
Durante esse per?odo, sempre que ia para Cambori?, ficava no apartamento do F?bio. Quando a minha casa ficou pronta, achei que n?o havia como postergar mais. Principalmente porque Juli me tratava com se eu fosse sua m?e, o que reavivava meu instinto maternal adormecido, j? que meus pimpolhos viraram adultos.
Com a alma sangrando, eu tinha que por um basta na rela??o. Ao colocar a menina para dormir, ela me abra?ou pedindo para contar uma hist?ria. Inventei uma hist?ria da bruxa que fingiu ser a m?e da princesa. Era a noite derradeira, e eu me entreguei totalmente ao F?bio, fazendo sexo com amor. A melanc?lica saideira.
Dei o melhor de mim, primeiro num boquete esmerado que arrancou gemidos de prazer. Depois, ao receb?-lo dentro de mim, rebolei com vontade buscando fazer com que sua carne dentro da minha resultasse no maior deleite que uma transa pode dar. Isso mesmo, eu dei de corpo e alma, com amor pelo dono daquele corpo que fundia no meu.
Era diferente das milhares de vezes que outros machos se satisfizeram em mim. Ele me queria. Eu muito mais. Era triste pensar que aquela era a ultima vez. Que deixaria saudades para o resto dos meus dias. Uma transa que eu desejava que nunca tivesse fim.
Nessas reflex?es, acabei tendo o primeiro orgasmo. Forte, arrebatador. Devo ter gemido de prazer. Segurando a vontade de falar ?-Vai, mete, mete mais, mete tudo!?. E no fim, ?-Eu te amo! Sou tua, s? tua!?. Mas s? suspirei forte enquanto ele apressava as metidas. Pren?ncio do gozo que chegou com ele me beijando enquanto gozava dentro de mim. Se eu n?o falei, ele disse por n?s dois:
- Nossa, Laura, foi demais! Eu te amo!
A resposta n?o dita que s? estava na minha cabe?a ?-Eu tamb?m, meu amor?. Ficamos assim ambos engatados, a respira??o se normalizando aos poucos. At? que seu falo foi deslizando para fora da minha perseguida. Ele me beijou mais uma vez de forma doce e tive de corresponder.
Na sa?da, constrangida, hesitante, pesando bem cada palavra, comecei a falar:
- Bem, Fabio, agrade?o demais tua ajuda na montagem da minha cl?nica. A casa ficou pronta. Pensei muito na tua proposta de casamento e fiquei lisonjeada. Eu me apaixonei tamb?m e me apeguei demais ? Juli. Exatamente por isso, para n?o causar sofrimento a ela, acho que devemos terminar. Tem muitas coisas que tu n?o sabes de mim. Me desculpe.
- Como assim, terminar? O que eu devo saber?
J? tinha ensaiado v?rias vezes o que falar. Mas na hora, me deu um branco e desesperada apenas soltei:
- Eu era uma puta!
- Puta?Ele sorriu incr?dulo, achando que era brincadeira.
- Sim, ? s?rio! Garota de programa! Uma das raz?es que trouxe a Cambori? ? para recome?ar sem o risco de encontrar algum conhecido. Quando enviuvei, tive muitos problemas financeiros. Para criar meus filhos, acabei me prostituindo. Economizei cada centavo para abrir minha cl?nica. No come?o mal dava para o aluguel. S? depois que aderi a uma franquia, as coisas come?aram a dar certo. Batalhei muito para poder deixar essa vida. Al?m disso, j? transei com muitos, at? com... meus dois filhos.
Ele n?o disse nada. Um sil?ncio pesado entre n?s dois. Eu mais aliviada pela confiss?o e ele at?nito, tentando processar o que eu disse. Fui embora correndo. Dentro do carro, n?o tive como evitar l?grimas que teimavam em sair. Tal qual a chuva fina que caia molhando o para brisa.
No dia seguinte, inauguramos a cl?nica. V?rios fornecedores enviaram ramalhetes de flores. Da cidade, apenas duas influencers que fizeram propaganda e da imobili?ria do F?bio, com um cart?o formal parabenizando. Nada mais. Estive concentrada sem tempo de pensar, atendendo a clientela.
Apesar do apoio de esteticistas da minha clinica em Curitiba e da empresa franqueadora, tive que entrar na dan?a, explicando sobre procedimentos como preenchimento facial, botox, fios de sustenta??o e outros. Com agenda lotada, resolvemos abrir no fim de semana para atender a demanda. At? Fabiana, minha filha veio de Curitiba dar uma m?o.
No s?bado, o F?bio ligou. Aproveitei para agradecer as flores. Ele perguntou se poderia vir ver como ficou a loja. Antes que eu concordasse, ele disse:
- Sabe, a Juli vive perguntando quando a tia Laura volta. Tem noites que chora antes de dormir sentindo sua falta. Ali?s, n?o ? s? ela. Eu tamb?m sinto muito tua falta.
- Bem, eu tamb?m sinto o mesmoRespondi.
- Laura, sendo sincero, fiquei chocado na hora com as revela??es. Depois, pensei bem e cheguei a conclus?o que passado ? passado. O que importa ? presente e futuro. Tanto faz se voc? teve um ou um milh?o de homens em tua vida. Minha proposta de casamento continua de p?. Eu te amo e tanto eu como a Juli queremos voc? conosco.
Surpresa, nem falei nada. Ele apenas disse que estava vindo. Quando chegou, sua filha correu e me abra?ou forte. Nem quando o pai me cumprimentou beijando no rosto, ela n?o soltou minha m?o. Tive de peg?-la no colo enquanto mostrava a cl?nica. Fabiana que estava na recep??o se aproximou e apresentei F?bio e Juli a ela.
Fabiana deu docinhos que distribu?mos ?s clientes para Juli. A menina ficou encantada fazendo perguntas se eu era a mam?e dela. Minha filha confirmou e a pequena olhou para ela com ar invejoso. Na hora estranhei e s? depois soube o porque.
Eu e F?bio fomos ao escrit?rio e mal entramos, ele me beijou. Um beijo s?frego de duas pessoas que sabiam naquele instante que n?o poder?amos mais viver um sem o outro. T?o compenetrados que nem percebemos quando Fabiana entrou com a Juli no colo. Minha filha j? sacou tudo na hora.
N?s dois constrangidos sem saber o que fazer. A menina ? quem quebrou o gelo. Do colo da Fabiana, ela quase pulou em n?s, que nos esfor?amos para peg?-la. Ela abra?ada no pai e em mim, falou para Fabiana: